GreNal 433 - um jogo de repetições

GreNal 433 - um jogo de repetições

Num jogo fraco, Grêmio e Inter insistem em equívocos

Por William Bielenki 10/07/2021 - 20:47 hs
   Nesse sábado, tivemos um GreNal sobretudo ruim. Certo, o Inter poderia ter vencido; o Grêmio não. Mas convenhamos, foi um jogo triste. E trouxe tristes repetições. 
   O Internacional iniciou num bom esquema  e com os jogadores mais indicados para tanto. Todavia, confirmou erros. Insistiu em afastar do gol adversário seu jogador mais perigoso. Yuri Alberto reiteradamente se vê sacado ou deslocado para o ingresso do (atualmente) inoperante Galhardo. Aliado a isso, frente a um inofensivo Grêmio, sobrepuseram-se novamente Johnny e Rodrigo Dourado. Assim, confirma-se também que a solidão do jovem centroavante colorado tende a persistir. A falta de dinâmica do Patrick e a substituição do Edenílson - que veio de suspensão e participou pouco do jogo - reforçam que a preparação física alvirrubra ainda está longe da ideal.
   Do lado gremista, descontada a pressão da estreia (da comissão técnica) e o compreensível entendimento de que a experiência poderia fazer a diferença, o Tricolor reitera Cortez, Rafinha e Alisson, equívoco autoexplicativo para quem acompanha o time. Repetindo Diego Souza como centroavante e Douglas Costa na armação, confirma que prefere um time lento e com pouca criatividade - a rigor, o Grêmio vem jogando com dois meio-campistas e quatro atacantes que tentam, mas não conseguem, preencher de maneira eficiente o principal setor do jogo. A atuação de Gabriel Chapecó (que também impediu a derrota para o Fortaleza) e a convocação de Brenno à seleção olímpica escancaram o grande atraso autoimposto pelo Grêmio por escolher fora o que já tinha em casa. 
   Triste, por fim, a conclusão comum a ambos: é concreto o risco de rebaixamento.



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