O Grêmio e sua (complicada) cura

O Grêmio e sua (complicada) cura

Nova derrota agrava a crise tricolor

Por William Bielenki 05/07/2021 - 00:14 hs

    O Grêmio está doente. Septicemia, ao que parece. É grave: diretoria, comissão técnica e grupo de jogadores, todos infectados.

    A diretoria inflacionou um elenco que tem nome, mas não desempenho - justamente o mais importante. Mantém atletas não utilizados e outros que fardam e vão a campo apesar de já comprovadamente insuficientes, num quadro que não se sabe qual desenho é o pior. Falha em criatividade para liberá-los e trazer os reforços necessários. Mas seu maior sinal de falência é a manutenção dessa comissão técnica por tanto tempo. 

    Os jogadores estão longe do melhor desempenho que já apresentaram. Dos mais experientes, apenas o Geromel ainda passa alguma confiança. No grupo das promessas, Jean Pyerre encabeça o time das frustrações, seguido cada vez mais de perto pelo Matheus Henrique.

    E a comissão técnica liderada por Tiago Nunes? Enquanto escrevo, é confirmada sua saída. Não havia como ser diferente. Acumulou muitos erros, os quais venho abordando nesse espaço. Deixa como acerto oportunizar a titularidade ao Bobsin, único meio campista nos últimos dois jogos que demonstrou certa intensidade e aptidão para preencher o setor. 

    Aguarde-se intensivista inteligente e esperto, capaz de ministrar os corretos medicamentos e que assim não insista na prescrição daqueles que não deram resultado e somente viciaram o organismo.

    O problema é se a moléstia for de outra natureza. Daquelas que desafiam cirurgia complexa. Cirurgião para isso é raro no mercado. E o Grêmio não tem acertado muito quando a ele recorre.


@williambielenki



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