Artigo: Linguagem Neutra ou Não Binária - Um posicionamento

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Artigo: Linguagem Neutra ou Não Binária - Um posicionamento

Por Augusto César, Coronel e Professor de Língua Portuguesa


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Por Artigo
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20:00 hs

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Por Augusto César, Coronel e Professor de Língua Portuguesa (devidamente registrado no MEC sob nº 9374683) 


Hoje, o maior debate público na cidade do Rio Grande gira em torno da apresentação de um Projeto de Lei (PL) do vereador Júlio Lamim e outros que visa proibir o ensino da linguagem neutra ou não binária nas escolas, assim como o seu uso na comunicação oficial da administração pública.

 

O tema é polêmico e impede análises simplistas. Confesso que não ia me manifestar sobre ele, principalmente por ser pai do vereador proponente. Entretanto, por ser um cidadão político e professor de língua portuguesa e, após manifestações públicas de autoridades da cidade sentir-me no dever de expor a minha opinião. Não tenho a pretensão de findar o debate, mas de forma mais coloquial possível quero lançar uma outra opinião para aumentar a reflexão geral.

 

Primeiro, peço honestidade intelectual aos que tem posicionamento contrário ao PL. Que não se utilizem das conhecidas ferramentas filosóficas, mais precisamente, das “falácias” e das “generalizações brilhantes” que podem diminuir o debate e confundir os mais alheios ao tema. Falar, por exemplo, que o PL quer proibir o uso da linguagem neutra no município do Rio Grande. Isso não é verdade. Até porque seria antidemocrático e inexequível a fiscalização.

 

A intenção do PL apresentado na Câmara de Vereadores é limitada ao ensino na rede de ensino e nas comunicações da administração pública. O PL visa manter o ensino da norma culta da nossa língua. A língua portuguesa é talvez o nosso maior patrimônio cultural e uma das responsáveis pela existência do Brasil continental. Foi a manutenção dessa norma culta que fez o país ser hoje a única nação entre as maiores do mundo onde é possível a comunicação entre todos os seus habitantes.

 

Todos os cidadãos que vivem nos mais de 5.500 municípios brasileiros falam a mesma língua ou a entendem bem. No Brasil, um morador da cidade do Chuí na fronteira com o Uruguai conversa ao telefone, ou seja, estabelece uma comunicação normal, com um outro morador da cidade de Pacaraima na fronteira com a Venezuela. Isso é graças a manutenção do ensino da norma culta e de um conteúdo programático de ensino homogêneo em todo o território nacional. E é por esse patrimônio cultural comum a todos que nossos valores e história tem sido registrado e transmitido por gerações.

Também não é honesto usar neste caso específico o argumento de que a língua é um ente vivo e que deve atender aos interesses da sociedade. Sim, ela é viva. Sofreu mudanças e sofrerá ainda muitas através dos tempos, mas não de forma abrupta e impositiva como querem os defensores da linguagem neutra.

 

É preciso ficar claro que a aplicação da linguagem neutra como tem ocorrido, não é uma evolução, mas uma imposição. A linguagem neutra não nasce das nossas relações interpessoais, não nasce das nossas vilas e bairros, mas sim de uma importação feita por uma ideologia minoritária comungada por pensadores que se autodenominam progressistas. Ela foi trabalhada em laboratórios, ou seja, ela não é natural.

Tanto isto é verdade que primeiro tentou-se trocar as letras “a” e “o” do final das palavras pela letra “x” e pelo símbolo “@”, uma aberração que prejudica a fala  das pessoas que possuem dislexias, etc. Como não deu certo, voltou-se ao laboratório de criação e a nova tentativa é a de substituição pela letra “e”. Uma bobagem, visto que grande parte das palavras da nossa língua não tem o gênero determinado pelas terminações, mas pelo artigo que a precede. Por exemplo temos: o emitente e a emitente.

 

O resultado dessa aventura ou corrida maluca tem sido a criação de uma linguagem esdrúxula que parece mais com uma caricatura da língua francesa ou uma linguagem de adolescente, a língua do E. Assim, estão tentando impor uma língua que não teve a maturação social necessária e não é do interesse público. Na verdade, ela atende aos interesses não confessáveis desses ditos progressistas e seus objetivos subliminares bem traçados de quebra dos valores da sociedade judaico-cristã. Talvez no devaneio de ainda conseguir criar a sociedade perfeita. Sociedade esta que não logrou êxito em nenhuma região do mundo onde foi aplicada e que há muito foi soterrada sob os destroços do Muro de Berlim.

 

Preocupou-me muito também alguns comentários de que cabe ao professor decidir o que ensinar. Temos que lembrar que principalmente no ensino fundamental os alunos são menores de idade e estão de forma compulsória dentro de uma sala de aula e tem que haver um controle muito grande do que lhes está sendo transmitido. Os órgãos de direção e controle da educação tem que estar diuturnamente fiscalizando o ensino, assim como os pais bem informados. Temos que proteger nossas crianças e afirmo que os professores não têm essa liberdade.

 

Voltando ao tema, o fato é que intelectuais esquerdistas apoderam-se de movimentos legítimos como os do LGBTQI+ para ganhar força, visibilidade e criar narrativas contrárias a paz social. Querem a tão sonhada revolução social. Importante afirmar novamente que o PL não proíbe o uso da língua neutra ou não binária. Ela pode ser praticada em clubes, cursinhos privados ou entre grupos que assim o desejar. Vivemos em uma democracia onde a vontade da maioria tem que prevalecer, mas as minorias têm que ser respeitadas. Entretanto, é fundamental que em nossas escolas o acesso a forma culta da língua seja preservado. Negar isso é condenar o Brasil a perder uma de suas principais identidades culturais.

 

Sinceramente, não acredito e gostaria que alguém me provasse, mesmo de forma empírica, que a maioria da comunidade LGBTQI+ aprova o ensino da linguagem neutra nas escolas para nossas crianças. Falo isso até porque o melhor professor de português que tive e que era um carrasco na exigência da grafia e da fala do português correto era homossexual.  E sobre a aprovação social ou não do PL do vereador Lamim, as únicas referências que temos foi uma pesquisa de opinião, não científica é claro, realizada pelo Grupo Oceano na semana passada que mostrou que a maioria esmagadora (+ de 70%) da sociedade rio-grandina o aprova.

 

Assim como enquete promovida pela Gazeta do Povo realizada entre os últimos dias 30 de julho e 04 de agosto, onde foram ouvidas 5.180 pessoas e 92% dessas responderam afirmativamente serem contrárias ao uso da linguagem neutra em instituições e repartições públicas.

Acredito ter sido dado o recado.

 





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